Ali, longeno meio do mar.
Não há esperança, nem ilhas, nem sonhos.
Só água, salgada.
Imensa.
Micronarrativas, contos e demais palavras...
I
Da minha avó lembro-me só da lápide que está no cemitério e onde alguém gravou por debaixo do seu nome: Aqui jaz a mulher que morreu por amor. De pouco me lembro mais. Só das histórias que me contaram. Da memória em família de pouco se fala. Há uma história dita em surdina que não conta porque morreu ela. Apenas a lápide diz o que lhe aconteceu. Restam as memórias. Aquelas que falam do amor vivido. Sofrido. Dos tempos de uma guerra que como qualquer outra foi, uma guerra. Da minha avó tenho só essa mensagem: Aqui jaz a mulher que morreu por amor.




E no fundo, na memória